Quando eu falo sobre autoconhecimento para profissionais experientes, executivos e no meio corporativo em geral, isso pode soar muitas vezes como um “papo meio bicho-grilo”, coisa  “meio hippie”, parece até que estou falando de algo místico, mágico, que não combina com a linguagem, os valores e práticas do mundo dos negócios.

Mas é aí que mora o engano. Autoconhecimento não tem nada a ver com misticismo ou espiritualidade. Mas pode sim, ajudar todos a tomarem decisões mais acertadas em suas carreiras. Autoconhecimento é real e pode ser acessado por meio de técnicas sérias. São diversas opções, desde inventários de tendência comportamental, ferramentas de coaching, terapia, yoga, meditação até a leitura de livros chamados de “autoajuda”, espiritualidade e outras mais.

Você quer saber por que autoconhecimento é tão importante para ter sucesso profissional?

Na definição de um plano de carreira, é importante entender o que realmente é importante para você, aonde você quer chegar, quais são seus valores pessoais e o que você valoriza em um trabalho/empresa. O que realmente te faz feliz? Qual o seu conceito de trabalho e qual o seu conceito de sucesso? Qual sua missão e seu propósito? Aonde você quer chegar?

A partir do momento que você se conhece, sabe quais são suas habilidades, suas competências, seus valores e suas limitações, você pode fazer escolhas mais assertivas, alinhadas do plano de carreira.  Fica muito mais fácil definir o próximo passo e até mesmo fazer as mudanças no planejamento.

Ao longo da minha trajetória profissional, vi muitas vezes profissionais excelentes tecnicamente se tornarem lideres medianos. Profissionais muito produtivos em uma posição/área, verem seus resultados despencando ao assumir desafios em outras posições ou área. Profissionais adoecerem ou entristecerem depois de aceitarem determinados desafios com os quais não estavam se identificando. Profissionais que, após passar por um processo de mudança, falavam: eu não imaginava que seria tão difícil para mim. Profissionais que, num determinado ponto da carreira, questionavam que estavam se afastando daquilo que realmente fazia sentido para eles. E isso tudo, gera frustração, adoecimento e queda de produtividade!

E você sabe por que isso acontece? Normalmente porque o profissional não tem clareza das suas reais potencialidades e fragilidades. Ou talvez, porque ele não tenha clareza do que realmente é importante para ele e o que o deixa feliz. Por que, talvez, o conceito de trabalho e sucesso que estava adotando, estivesse influenciado pelo contexto, família e amigos, e  não estava alinhado com o que realmente fazia sentido para ele.

A imagem abaixo, traduz o que alguns autores chamam da esfera do autoconhecimento, comparada a uma imagem comum para todos nós que é o iceberg. Como sabemos, a nossa mente opera em 2 níveis, o nível consciente e o subconsciente:

Topo do iceberg – Nível consciente – há “o que eu sei”: as características, habilidades e competências que conheço sobre mim. Exemplo: como sei que sou comunicativa, tenho facilidade de me relacionar com as pessoas, tenho facilidade em planejamento e organização.

Ainda nesse nível, há “o que sei que não sei”: as características, habilidades e competências que sei que não possuo. Exemplo: Sei que não sou boa com números, que tenho dificuldade em lidar com autoridade, que não domino a língua inglesa, que tenho dificuldade em lidar com situações inesperadas.

No fundo do iceberg, lá no fundinho mesmo – Nível subconsciente – há “aquilo que eu nem sei que não sei”, aquelas características e crenças para as quais “estou cego”. Exemplo: padrões de comportamento – por que eu reajo sempre desse jeito a essas situações? Por que cometo sempre o mesmo erro? Por que determinadas situações me tiram do sério e não consigo evitar?  Muitas vezes, podem ser aspectos que você ainda não percebeu, mas quem está a sua volta já notou.

Entre o nível consciente e subconsciente, existem os filtros que usamos para enxergar ou não enxergar a realidade. Esses filtros são formados a partir das nossas experiências passadas, sejam elas positivas ou negativas, e fazem parte do nosso repertório acumulado. Na maioria das vezes, não temos consciência desses filtros e qual o efeito deles em nosso comportamento e interação com o mundo. O processo de autoconhecimento passa por descobrir e eliminar esses filtros para acessar as informações que estão na base desse iceberg. E, dessa forma, você tem a opção de escolha, seja para mudar um determinado padrão de comportamento, desenvolver alguma habilidade, eliminar alguns medos e preocupações sem fundamento, seja para dizer sim ou não para uma nova oportunidade que se apresenta.

E você, o que não sabe que sabe sobre você? Já parou para fazer um mergulho dentro de você? Identificar suas potencialidades, fragilidades, seus valores e seus grandes motivadores? O que significa sucesso para você? Já sabe aonde quer chegar e como chegar lá? Caso você tenha respondido não para alguma dessas perguntas, entre em contato com a Moove, nós podemos te apoiar no sentido de buscar as respostas para essas e outras perguntas. Leia também:

http://moovedesenvolvimento.com.br/recolocacao-coaching-e-assesment/