1º Emprego. Como me comportar em uma entrevista se não tenho experiência?

Noites de sono perdidas, remedinho receitado pela amiga para se acalmar, dúvidas sobre que roupa usar, e como responder àquela pergunta-pegadinha… Entrevista de emprego é algo que preocupa até mesmo os mais experientes profissionais. O que dirá os jovens ou inexperientes, não é mesmo? Você pode estar pensando: “Como me destacar num processo seletivo se não tenho, ou tenho poucas experiências profissionais no currículo? O que falar sobre mim, se não tenho vivências práticas na minha área? Como competir com meu concorrente cheio de histórias para contar?

Não se angustie. Mesmo quem não tem experiência pode se sair bem em uma entrevista profissional. Mas como?

Apesar do que aprendemos: “separe vida pessoal da vida profissional”, na prática, as dimensões profissionais e pessoais de um ser humano não são como caixinhas. Tudo se mistura e somos um só. O que temos são papéis sociais diferentes que nos exigem diferentes comportamentos conforme o contexto, o ambiente e as pessoas envolvidas.

  • Fez trabalho voluntário;
  • Participou de grupos de Igreja;
  • Participou de trabalho em grupo na escola;
  • Teve experiência internacional ou com uma cultura diferente da sua.

Qualquer trabalho em grupo seja na escola, na igreja, na associação de bairro, na organização da festa junina do condomínio, da excursão de escola, no projeto de Ciências, no grupo de escoteiros, na aula de balet, ou futebol, traz importantes experiencias que ajudam a nos formar como seres humanos e que revelam nossos valores, crenças, forma de agir em sociedade, habilidades e características únicas.

Mas experiências individuais também contam. Pode ser quando você fez trabalho voluntário ou alguma ação social do seu bairro ou mesmo quando fez aquele intercâmbio para fora do país. Até mesmo ter morado em outro estado, diferente do atual, pode trazer a experiência de se adaptar a uma cultura e espaço novos, o que pode demonstrar flexibilidade, dinamismo e resiliência. Resumo: As competências que você usa no cotidiano podem ser exatamente aquelas que o recrutador está buscando.

Mas como me lembrar dessas histórias e conseguir apresenta-las de forma clara e relevante na hora da entrevista? Então para você, segue uma dica que vale a vaga dos seus sonhos

Nos atendimentos individuais ou em grupo que realizo com jovens, sempre proponho a atividade da “Linha da vida”. Peço a todos que registrem numa folha de papel momentos marcantes de suas vidas até aquele momento. Sejam experiências alegres ou não, conquistas, ou desafios, conquistas ou crises. Em seguida, peço que tentem se lembrar de cada situação e respondam: “Quais as minhas habilidades, comportamentos e atitudes que fizeram a diferença nesses momentos?” É um exercício de reflexão e autoconhecimento muito útil e poderoso.

Outras perguntas podem ajudar a compor o cenário: Como eu interagi com as outras pessoas do grupo? Tive dificuldade com alguém ou alguma situação específica? Será que exerci algum tipo de liderança? Consegui influenciar pessoas? Busquei soluções? Trabalhei mais sozinho ou em equipe? Muitas dessas respostas você vai guardar apenas para si num primeiro momento. E de tempos em tempos, pode olhar de novo para esse papel e ver o que mudou. Pode ser uma primeira pista sobre características que você quer e precisa desenvolver. E sobre contextos nos quais você se sente bem e fica confortável, e outros que são extremamente dolorosos e você quer se distanciar.

Especificamente para a entrevista, após a reflexão, você precisa explicar o contexto daquela história, a contribuição que você fez para resolver a tal situação e os resultados obtidos. Esses resultados podem ser negativos ou positivos. Seja qual forem, conte sinceramente. Experiências negativas, erros, falhas e grandes frustrações são experiencia de vida muito ricas. Se você conseguir mostrar para o entrevistador que após aquela experiência desagradável você refletiu, compreendeu os fatos e colheu para si um aprendizado importante sobre: pontos a melhorar, atitudes que jamais quer repetir e outras que julga positivas e vai levar para a vida, você está mostrando maturidade e pode “ganhar muitos pontos na corrida pela vaga”.

Independentemente da idade, experiência e vaga em questão, há três habilidades que todo profissional precisa ter sempre afiadas:

1) Capacidade de aprender com as experiências – como falamos acima. Errar não é problema. Mais importante é o que você faz com o erro;

2) Capacidade de compreender a vaga – o que há por trás do descritivo frio da vaga, o que aquele trabalho realmente exige do profissional. Para isso, pesquise sobre a empresa, o mercado, a função e tire suas próprias conclusões;

3) Capacidade de comunicar – suas experiências, competências, habilidades e atitudes de forma a ressaltar aquelas características que são relevantes para preencher a vaga e que você tem de sobra.

Depois de ler tudo isso você ainda ficou com dúvidas? Tem medo de expor demais ao revelar experiências negativas? Acha que suas histórias não têm muita graça? A timidez te impede de falar sobre sua vida pessoal? Você tem alternativas. A Moove tem um programa feito para você. Conheça o Conexão Carreira