Estamos chegando à metade do ano de 2018. “Mas já?”, você pode estar se perguntando. Essa impressão de que o tempo está passando muito rápido e de que não conseguimos segurar as rédeas de nossa vida é muito comum nos tempos atuais devido à velocidade e ao volume de atividades com as quais nos envolvemos. Ainda que você não tenha o perfil planejador, aposto que fez aquela famosa lista de desejos para o ano. E aí? Como está a lista? Quanto você avançou na direção de seus objetivos e sonhos? Tenho certeza que você tem objetivos e metas para realizar ainda esse ano, e está se perguntando se vai conseguir atingi-las, ou ainda está vendo que alguma meta não faz mais sentido em função de alguns acontecimentos durante a jornada até aqui.

Planejar e Replanejar

Seja qual for a resposta, é possível e positivo dar uma parada nesse momento para avaliar os resultados alcançados até aqui e também replanejar. Para não chegar ao fim do ano frustrado porque não alcançou as metas desejadas, você pode mudar o curso da sua embarcação e voltar à direção desenhada anteriormente, ou redesenhar esse curso para chegar onde realmente você quer no final desse ano. Um planejamento não serve de nada se for apenas uma estrutura rígida do que deveria ser feito. Como um mapa, serve para ser consultado de tempos em tempos e nos mostrar se estamos nos afastando ou nos aproximando do ponto de chegada. O planejamento foi feito para ser alterado, revisado, modificado, mas nunca abandonado!

Então, o que te impede de realizar o que deseja de verdade?

Quantas vezes você para uma atividade realmente importante para o alcance de seus objetivos profissionais para executar uma tarefa urgente, ou seja, para remover uma pedra do caminho, apagar um incêndio? Ao final do dia você tem uma lista de afazeres concluídos, a sensação de dever cumprido, mas quanto de fato se aproximou do que é importante para você? Essa lista concluída te traz prazer ou tem relação com uma perspectiva de longo prazo em seu trabalho e em sua vida?

Para esses casos existe uma ferramenta muito útil chamada STOP. A ideia é você sair de dentro do furacão ainda que rapidamente para ganhar perspectiva. Deste outro ponto, você tem uma visão expandida e, portanto, muito mais consciência de sua situação.

Veja os 04 passos a seguir:

S (step back) – Retroceda – dê um passo para trás. Procure ver a situação como um observador externo, dissociado da situação ou do problema. Nesses momentos de replanejamento, vale também tirar um tempo sozinho, em um local reservado em que você possa se afastar fisicamente de tudo com o que está envolvido e colocar-se uma em posição na qual possa ver e pensar com clareza e neutralidade.

T (think) – Pense – Nesse ponto há uma série de perguntas que você pode se fazer. Elabore as suas próprias, mas aqui vão algumas:

– O que estou tentando realizar?

– Qual o propósito dessa ação/situação/questão?

– O movimento está em sincronia com a direção escolhida?

– Essa situação me aproxima ou afasta dos meus objetivos?

– O que eu realmente quero com isso?

– Quais as minhas atitudes predominantes diante dos desafios?

– O que fazer para voltar para o rumo desejado? Ou que ação posso tomar para me aproximar dos objetivos desejados?

O (organize) – Organize seus pensamentos. Aqui você pode analisar as respostas das questões anteriores, propor soluções e mudanças de direção e criar um plano de ação prático com prioridades. Existem várias ferramentas no processo de coaching que podem te auxiliar na organização de forma a ampliar a sua consciência e facilitar o processo de tomada de decisões.

P (proceed) – Prossiga – Agora que você está se sentindo conectado a si mesmo novamente e tem em mente os próximos passos que precisam ser tomados de forma clara, então é o momento de voltar para o lugar da ação.

E agora?

A partir dos quatro passos, você consegue decidir qual o melhor passo a tomar, quais atividades gerarão maior impacto nos seus planos, quais farão mais diferença, do que pode abrir mão nesse momento, que compromissos adiar, que projetos se envolver, quanta energia colocar em cada problema e até mesmo, que problemas – ou brigas – vale a pena “comprar”.

E aí, acha que consegue? Compartilhe conosco o que conseguiu alterar em sua rotina na direção do que realmente deseja realizar e te faz pleno profissionalmente.

Essa ferramenta simples e eficaz faz parte da metodologia de Timothy Gallwey, pai do coaching, chamada “The Inner Game – o jogo anterior”. Sou a primeira facilitadora homologada em Belo Horizonte pela Inner Game Internacional School para ministrar o Módulo Essentials – A Essência do Jogo Interior. Além disso, aplico muitos conceitos e ferramentas dessa metodologia nos serviços que ofereço. Recebo diariamente retorno dos meus clientes sobre as mudanças alcançadas em suas carreiras através do conhecimento e da aplicação dos conceitos do “jogo interior”.

Quer saber mais? Conheça o Inner Game aqui http://moovedesenvolvimento.com.br/modulo-essentials-the-inner-game/